Nossa História

1956 COMO TUDO COMEÇOU teste Antes de se mudar para Londrina, José Luciano de Andrade vivia em Rolândia, onde fundou com seu irmão Luiz um dos primeiros clubes profissionais do norte do Paraná: O Nacional. Quando soube que o time enfrentaria o Vasco da Gama, Andrade foi pessoalmente assistir ao jogo e acompanhou a vitória do Nacional por 3 a 2.
Retornando para Londrina, ao lado do médico Wallid Kauss, surgiu a discussão: "Se Rolândia pode ter uma equipe capaz de enfrentar o Vasco em condições de igualdade, por que não poderia acontecer o mesmo em Londrina?".
A ideia acabou sendo debatida na mesa de um restaurante. E não poderiam ter feito escolha mais feliz, pois tão logo ficou sabendo do assunto, o proprietário do estabelecimento, Pietro Calloni, italiano fanático por futebol, se juntou ao médico alemão e ao advogado mulato.
Alguns dias depois, a quarta cadeira na mesa foi ocupada pelo gerente da agência do Banco do Brasil, Paulo Schmidt, que sugeriu o nome Londrina Futebol Clube, logo adotado.
O grupo não parava de crescer e pelo menos duas mesas do restaurante tinham de ser reservadas para que o juiz Ismael Dornelles de Freitas, o médico Osvaldo Palhares e o professor Silveira Santos, juntos com Camilo Simões, Fioravante Bordin, Nicola Pagan, Algacir Penteado e Francisco Arrabal, pudessem discutir sobre futebol.

ERA PRECISO ABRIR O CAMINHO PARA O PROGRESSO Devido ao interesse de todos os envolvidos, a formação do Londrina foi rápida. Cerca de 25 times estavam registrados na Liga Regional de Futebol (amador), quando um número considerado de desportistas compareceu ao salão nobre do Hotel Monções para eleger a primeira diretoria do novo clube.
O prefeito, Antonio Fernandes Sobrinho, e o secretário da Prefeitura, Mário Cunha, também participaram da reunião. Depois de algumas horas de debates, o estatuto da agremiação e a composição da primeira diretoria foram aprovados.
A Ata de Fundação foi redigida por Paulo Carvalho Braga e seu texto era formal, ou não seria uma Loa Ata: "Aos cinco dias do mês de abril de mil novecentos e cinquenta e seis, às vinte horas, compareceram os abaixo assinados, os quais, de comum acordo deliberaram fundar um clube de futebol profissional e demais esportes, o qual recebeu o nome de Londrina Esporte Clube." A composição da primeira diretoria, apresentada por Wallid Kauss e eleita por aclamação, contava com cinco "presidentes de honra", que normalmente pouco “apitam”: o prefeito Antonio Fernandes Sobrinho, o juiz Ismael Dorneles de Freitas, Julio Fuganti, Leônidas Rezende e Pietro Calloni.
Naquela mesma noite ocorreu a primeira eleição de um técnico de time de futebol, que se tem notícia: José Luciano de Andrade foi o escolhido. Ele também acumulou o cargo de supervisor. Mas o clube que nascia não pensava em se restringir ao futebol e, por isso, elegeu também um diretor social: o então promotor, Antonio de Silveira Santos.
O próximo passo foi buscar arrecadar dinheiro para o clube. Um livro de ouro foi aberto pelo Comendador Julio Fungati com a quantia de Cr$ 50.000, arrecadando algo em torno de Cr$ 800.000. Depois foi preciso conseguir elenco, e para isso foram realizadas várias peneiradas com jogadores amadores locais de onde surgiram os nomes: Rubinho, Nery, Valter, Pozzi, Zolan, Comida, Ioiô, Gino, Pinduca, Zezinho, Gatão e Lelé.
No entanto, o resultado não foi suficiente para as ambições do clube, o que fez com que os dirigentes procurassem por jogadores no mercado do Rio de Janeiro. Do Flamengo, trouxeram Marinho Rodrigues, Rubens Cortez, Jorge Paulino, Paulinho, Alaor, Mauricio, Inácio, Tião e Jorge Davi. Do Botafogo, vieram Abel e Jaime, e, de outros clubes cariocas, Osvaldo, Domingos, Jorge Carlos, Carvalho e Jota Alves.
Do futebol Paulista, vieram da Portuguesa Desportos os jogadores Mané, Valter II, Armandinho e, mais tarde, Zé Carlos, bem como outros do interior. Estava assim formado o novo clube. Em reunião extraordinária na sede da Federação Paranaense em Curitiba, no dia 25 de junho de 1956, através do Boletim Oficial 75/56 - Resolução Nº 10 foi concedido o registro do Londrina F.C.
Para o posto de presidente, elegeram Fioravante Bordin. Mas ele não era uma pessoa muito ligada ao futebol e logo se afastou, alegando que não poderia se dedicar ao clube devido a negócios particulares. Coube a Camilo Simões assumir o cargo.

O PRIMEIRO JOGO O primeiro jogo treino do Londrina foi disputado com a Portuguesa Londrinense, na época um dos melhores clubes amadores da cidade, com o placar final de 4 a 0 favorável ao time alviceleste. Em 24 de junho de 1956, a multidão interrompeu em aplausos quando, sobre o verde do gramado, surge o azul e branco da camisa nunca usada. É o Londrina entrando em campo pela primeira vez. A massa de torcedores não festejou a vitória naquele jogo, mas não saiu inteiramente frustrada, pois também não amargou a derrota. O amistoso contra o Corinthians de Presidente Prudente (SP) terminou empatado em 1 a 1. Coube ao ponta direita Alaor marcar o primeiro gol do Londrina. Já o primeiro torneio disputado pelo time foi um quadrangular promovido pela Folha de Londrina, que contou com o Nacional de Rolândia, a Sociedade Esportiva Uraí e a Portuguesa de Desportos de São Paulo. A Lusa paulista foi a campeã com três jogos ganhos. O Londrina conquistou a segunda posição.

COM OS ANOS... Novos presidentes foram eleitos: Manoel Domênico, um próspero comerciante, substituiu Camilo Simões. Passaram ainda pelo cargo, Juvenal Pietraróia, Olavo Santiago e Sílvio Bussadori.
Foi quando entrou em cena aquele que seria o mais popular presidente do Londrina em toda a história do clube. Um baixinho gozador e atrevido, chamado Carlos Antonio Franchello, que ocupou o cargo de 1959 a 1969. Com Franchello, o time passou a se chamar Londrina Futebol e Regatas e conquistou o seu primeiro título estadual.

1959 EM 1959 – VICE-CAMPEÃO PARANAENSE Carlos Antonio Franchello,
presidente por mais tempo
Como campeão do Torneio Início do Campeonato Norte-Paranaense, o Londrina ganhou o direito de participar da primeira decisão Norte x Sul do Paranaense. No certame do Norte, o Tubarão foi o campeão com uma campanha de 14 jogos, 11 vitórias, dois empates e apenas uma derrota.
A decisão estadual foi contra o Coritiba, disputada em 1960. No primeiro jogo, na casa do adversário, o time alviceleste perdeu por 3 a 0. No segundo jogo, disputado em Londrina, o Coritiba confirmou o favoritismo e venceu por 2 a 1.
Neste jogo foi registrada a maior renda do Paraná, no valor de 792.310 cruzeiros. O curioso é que o Coritiba não aceitou a divisão de renda, ao invés disso, exigiu uma cota fixa de 100 mil para jogar em Londrina. Ao que parece, a direção do Coxa não acreditou no potencial da torcida londrinense.

1960 O PRIMEIRO TÍTULO PARANAENSE Dom Geraldo Fernandes Para chegar ao triangular que decidiu o título do Campeonato Paranaense de 1962, o Londrina precisou vencer a Série Norte. A decisão dessa etapa foi disputada em Apucarana, que possuía uma excelente equipe. A primeira partida da "melhor de quatro pontos" foi na casa do adversário e terminou empatada em 1 a 1. Depois, no VGD, o Apucarana surpreendeu ao ganhar do time orientado pelo técnico Florial Garro por 2 a 1. Aureo e Santana marcaram para o Apucarana e Gauchinho fez o gol do Londrina. Em 10 de março, aconteceu a partida em campo neutro, realizada no Belfort Duarte. Apesar do Apucarana jogar apenas pelo empate, o Londrina entrou em campo tranquilo e venceu por 3 a 2. Com três pontos para cada um, foi preciso um jogo de desempate, realizado no Dorival de Brito, também em Curitiba. Londrina saiu vitorioso, com o placar de 2 a 1, e comemorou o título de Campeão Norte Paranaense. Com o título do Norte Novo, o Tubarão disputou a fase final do campeonato com o Coritiba (campeão do Sul) e Cambaraense (campeão do Norte Velho). A torcida mais uma vez sofreria um susto no início da decisão. No dia 7 de abril, o Londrina empatou em casa com a Cambaraense, considerada a equipe mais fraca das três que lutavam pelo caneco. O resultado final foi um emocionante 3 a 3. O goleiro Ado e o atacante Zé Ferreira Mas o Coritiba também tropeçou no obstáculo menosprezado, empatando com a Cambaraense. Assim, quando o time da capital veio jogar no VGD, no dia 10 de abril, a partida foi considerada uma decisão antecipada do título. Quem vencesse afundaria as chances do adversário. O resultado? Londrina 4 a 2. O jogo marcado contra o mesmo Coritiba, para o dia 21, era a oportunidade do Londrina conquistar o título antecipadamente, sem depender do resultado do jogo final, em Cambará. Quem esperava o Tubarão recuado na partida, errou. Desde o início o time procurou o gol, o que garantiu a vitória londrinense pelo placar de 4 a 2. O campo do estádio do Coritiba virou palco para a festa da torcida alviceleste, que demoraria 18 anos, sete meses e oito dias para comemorar um novo título estadual.

Londrina, Paraná, só Londrina, muda camisa, volta a camisa antiga. Houve um período em que nosso futebol andou mal das pernas. De bola e de dinheiro. Mas o Tubarão fez tudo voltar aos bons tempos de glórias.

1969 Londrina em 1967, com Ado no gol. Neste período, o Tubarão ganhou um novo rival. O São Paulo, tradicional time amador de Londrina, foi profissionalizado por um grupo de diretores dissidentes do Londrina Futebol e Regatas, logo após a eleição de 1964 que apresentou duas chapas. Uma representava o grupo que tinha a frente o "eterno" Carlos Antonio Franchello, Olavo Santiago e Silvio Bussadori. A outra contava com Pedro Assunção, Nicola Pagan e Otávio Pedrialli. A chapa de Franchello venceu por três votos de diferença.
Por discordarem da política administrativa de Franchello, os integrantes da chapa derrotada decidiram deixar o Londrina de lado e transformar o São Paulo no segundo time profissional da cidade. Formado basicamente por pratas da casa, o time rival chegou a surpreender os torcedores do Tubarão em clássicos sempre muito disputados e que proporcionavam boas arrecadações. A partir de 68, o time foi obrigado a mudar o seu nome para Paraná, devido a dificuldades financeiras enfrentadas.

1970 A foto registra reunião no gabinete do
Prefeito Dalton Paranaguá entre as duas
diretorias, oficializado a união
O Londrina, por sua vez, não repetia as atuações maravilhosas de anos atrás, sucumbindo diante do maior potencial dos clubes da capital. Passando por dificuldades, dirigentes e torcedores dos dois clubes começaram a admitir a ideia de uma união, como forma de solucionar o problema. O objetivo era formar um time mais forte e apoiado pelas torcidas unificadas, que levaria o futebol da cidade à posição de destaque. Mas havia aqueles que discordavam da ideia. O presidente Franchello, por exemplo, não admitia mudanças nas cores "alviceleste".
Para resolver a questão, o prefeito Dalton Paranaguá convocou os dirigentes dos dois clubes para uma reunião, no dia 03 de janeiro de 1970. Houve muita conversa, mas a união não se concretizou. Onze dias depois, porém, os dirigentes voltaram a se encontrar e em duas horas e meia de reunião ficou acertada a união dos clubes. O nome foi alterado para Londrina Esporte Clube e a camisa ganhou as cores vermelha e branca. O presidente Franchello, contrário à decisão, abandonou seus antigos companheiros, declarando que iria esperar que "as cores antigas voltassem um dia...".
David dos Santos Filho foi o primeiro presidente após a união, eleito em uma rápida reunião do Conselho Deliberativo, em outubro de 1970. Com ele na presidência, mais dirigentes se aproximaram do Londrina, como Mauro Viotto, Fernando Agudo Romão e Jacy Scaff. Após David, o advogado Mauro Viotto foi o responsável por assumir o cargo, que exerceu até outubro de 1972, um ano não muito favorável para o clube. As cores tradicionais finalmente voltariam com a sua saída e a surpreendente volta de Franchello.
Muitas mudanças foram feitas, no entanto Franchello deixou a presidência antes mesmo do final do seu mandato, assumindo o vice-presidente Fernando Agudo Romão. Com pouco dinheiro e sem elenco, a solução encontrada pelo novo presidente foi tentar revelar jogadores de equipes menores.
Do juvenil do Londrina surgiram diversos jogadores que foram aproveitados no profissional, assim como outros que foram vendidos para equilíbrio do orçamento. Durante sua presidência do LEC, Agudo Romão conseguiu cerca de 26 jogadores, entre aquisições baratas e revelações. Além disso, o departamento de patrimônio do clube aumentou de 2.800 para 9.000 associados.
O mandato de Romão acabou em outubro de 1975, o que fez com que o Londrina vivesse uma das suas mais agitadas eleições. Um colegiado chegou a dirigir o clube até dezembro, quando foi apresentada uma chapa oficial de consenso, com Jacy Scaff na presidência.

TRABALHO DE BASE Trabalho de Base no LEC surgiu em 1975 A verdadeira consciência da necessidade de um trabalho de base só surgiu no Londrina em 1975, quando o Departamento Amador do clube divulgou o aproveitamento de jogadores da escolinha para os treinos do time profissional, trabalho que logo apresentou resultados positivos.
Além do goleiro Ado, que esteve no México defendendo a seleção Brasileira de 1970, o Londrina já revelou outros bons jogadores, como Neneca, Mazinho, Tatá, Jairzão, Zé Krol, Toquinho, João Batista, Edmar, Cícero, Zé Miguel, Carlos César, João Vitor, Robertinho, Luisinho, Mirandinha e Pirrela.

1976 UM GRANDE ESTÁDIO PARA UM GRANDE TIME Londrina X Flamengo na inauguração do
estádio do café
Os contatos feitos por Fernando Agudo Romão, presidente do clube em 1974, possibilitaram ao LEC disputar o Campeonato brasileiro de 1976.
O Estádio do Café foi construído às pressas para colocar o Londrina no grupo de elite do futebol brasileiro. Foram feitas também grandes contratações. Scaff trouxe Armando Renganeschi para o posto de técnico e os jogadores Pontes, Arenghi, Paraná, Sérgio Américo, Carlos Alberto Garcia e Marco Antonio.
No dia da inauguração do Estádio do Café, em 22 de agosto de 1976, cerca de 50 mil pessoas assistiram ao jogo entre Londrina e Flamengo, que gerou uma renda recorde de Cr$ 857.720,00. Uma apresentação da Banda dos Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro foi a grande atração preliminar.
Na bola, Londrina e Flamengo fizeram uma pela partida e coube ao jogador Paraná, do Londrina, cobrar um pênalti e marcar o primeiro gol do novo estádio. Junior, aquele mesmo da Seleção Brasileira, fez o gol de empate e definiu o placar em 1 a 1.
Três dias depois da inauguração oficial, o Estádio do Café viveu outra festa com a inauguração do seu sistema de iluminação. Jogaram Londrina e Corinthians Paulista. O time londrinense ganhou por 1 a 0, com gol de Carlos Alberto Garcia. Antes do jogo o espetáculo ficou por conta de um show pirotécnico. A renda arrecadada foi de 463.070,00 cruzeiros para um público de 22.181 pagantes.

A ESTRÉIA NO NACIONAL DE 1976 Carlos Alberto Garcia O Atlético Paranaense, tradicional adversário do Londrina em jogos do campeonato estadual, foi o primeiro adversário enfrentado em casa, na derrota por 3 a 0. Depois veio o São Paulo Futebol Clube, de Pedro Rocha e companhia, no empate em 0 a 0.
Na primeira viagem, o LEC encontrou outro estreante, o Confiança de Aracajú, e perdeu por 1 a 0. O próximo adversário foi o Cruzeiro de Belo Horizonte, no empate em 1 a 1. A primeira vitória veio somente na quinta rodada, quando o LEC bateu o Botafogo de Ribeirão Preto por 1 a 0.
Os três últimos jogos da fase de classificação foram disputados fora de casa. O LEC jogou contra o Coritiba e perdeu por 1 a 0, ganhou do Uberaba de 2 a 1 e empatou com a Portuguesa de Desportos em 1 a 1. Na segunda fase, no grupo dos perdedores, o Londrina perdeu para o Cruzeiro, por 1 a 0, Uberaba, por 2 a 1, e Portuguesa, por 3 a 1, e empatou com o Confiança, em 1 a 1.
Foi uma campanha que não atingiu a expectativa da grande torcida alviceleste. Mas a redenção veio no verão de 77/78 com uma temporada irrepreensível, que levou o Londrina a sonhar com a vaga na Taça Libertadores da América. A boa trajetória no estadual de 76 e a brilhante atuação no Nacional de 77, deram à história do Londrina um outro ídolo, Carlos Alberto Garcia.
Foi nesta época que o presidente Jacy Scaff investiu dinheiro na Escolinha e novos bons jogadores passaram a ser descobertos, principalmente, pelos olhos de Aliomar Mansano, o Ticão, e lapidados ainda como juvenis e juniores, para suprir a necessidade da equipe principal.
Pelo menos dois talentos nacionais surgiram no futebol profissional depois de pisarem no gramado do Estádio do Café. Everton, que foi destaque no Atlético Mineiro, e Marinho, vendido ao Flamengo, que chegou a Seleção Brasileira.

EM 77, QUARTO COLOCADO Paulo Rogério, Carlos, Arenghi, Dirceu,
Zé Roberto e Claudinho.
Xaxá, Garcia, Brandão, Ademar e Nenê
Carlos Antonio Franchello voltou a presidência do Londrina com seus discursos antigos, mas trazia para a diretoria muitas caras novas, encarregadas da administração do único time profissional da cidade: Abílio Wolff Junior, Jair Poeiras Assunção, Luiz Antonio de Souza Castro, Ciro Xavier, Gaspar Novelli Filho, Aleckcey Kireef, João Luzia de Moraes, Mário Messias de Carvalho, Carlos Roberto Ciccillio, Sebastião Alves de Aguiar, Alexandre Wihbi, Ederaldo Soares, José Alves Padilha, Luiz Carlos Miguita, Osmar Sampaio, Wilson Campos, Plinio Montemor, Paulo Mendes Castelo Branco, Naim Libos, Alex Soares de Almeida, José Luiz Valeriano, Luiz Carlos Caraco, Luiz Martins e Rocco Scicchitano.
O treinador na época era o experiente argentino Armando Renganeschi. No time, Paulo Rogério, Arenghi, Dirceu, Carlos Alberto Garcia e Nenê, que já haviam participado da campanha anterior, se juntaram aos reforços vindos do futebol paulista, Carlos e Xaxá, e aos craques revelados por clubes da região, como Zé Roberto, Ademar e Brandão. Havia ainda dois juvenis, Everton e Nivaldo, que estavam "comendo a bola" nos treinos.
O LEC tinha uma grande equipe, que inusitadamente fracassou na primeira fase do Campeonato Nacional e ficou à beira da desclassificação na repescagem. Para conseguir ingresso na fase mais importante da competição, o time precisou buscar nas últimas rodadas quatro pontos em Goiânia, onde enfrentaria o Vila Nova e o Goiás. A tarefa parecia impossível e apenas o gerente administrativo do time, Ary Martha, acompanhou a equipe na empreitada.
Um gol de pênalti, sofrido por Everton e cobrado por Xaxá, garantiu a vitória sobre o Vila, mas ainda faltava o jogo contra o Goiás, adversário tido como o mais difícil. Logo aos quatro minutos, o ponta Zezé ganha uma jogada na esquerda e cruza na medida para Rinaldo desviar de Paulo Rogério, Goiás 1 a 0. O Londrina busca o empate e consegue. Xaxá cruza e Brandão confere 1 a 1. No segundo tempo, Nenê ganha de dois adversários e cruza. Garcia ajeita para Brandão marcar 2 a 1. A partir daí, o Londrina segurou o resultado e garantiu a vaga entre os grandes. O impossível aconteceu.
Mas o melhor ainda estava por vir. Incluído numa chave que tinha nada menos que Santos, Corinthians, Vasco da Gama, Flamengo e Caxias, o Londrina começou, em 29 de janeiro, sua escalada rumo às manchetes esportivas do país. O primeiro jogo disputado foi contra o Caxias, ganho por 2 a 0. O Flamengo, de Zico e Adílio, foi derrotado no Estádio do Café por 1 a 0. O próximo adversário foi o Santos, no Pacaembu. Londrina 2 a 1, com gols de Carlos Alberto Garcia e Nivaldo.
Éverton, comemorando um gol na
campanha de 77
O Corinthians foi outro derrotado no Estádio do Café, pelo placar de 1 a 0. Depois viria o teste mais difícil, contra o Vasco. No lotado Estádio São Januário, o goleiro Mauro pega tudo. Mas Xaxá rouba uma bola no meio de campo, toca para Brandão que, com categoria, aproveita a saída do goleiro para fazer 1 a 0. E não foi só, Carlos Alberto Garcia aumenta para 2 a 0. O Londrina estava garantido no quadrangular final que decidiria o título brasileiro.
O jogo contra o Atlético Mineiro, no Mineirão, foi considerado o melhor jogo do Campeonato Brasileiro daquele ano. O Atlético construiu a vantagem de 2 a 0, mas o Londrina reagiu. Garcia fez o primeiro, Brandão fez o segundo. Porém, o Atlético tinha o artilheiro Reinaldo em tarde inspiradíssima, o que garantiu ao time adversário o placar de 4 a 2. O jogo de volta, no Estádio do Café, foi outra excelente partida. Londrina e Atlético empataram em 2 a 2, Brandão e Ademar fizeram os gols londrinenses. Terminava assim a campanha do Tubarão.

A BOA CAMPANHA DE 1979 O Londrina parecia que iria repetir a façanha de 77. O time foi bem na primeira fase, conseguiu a classificação e partiu com tudo na segunda etapa do campeonato. Foi a Salvador e ganhou do Bahia por 1 a 0. Em Gama-DF, ganhou do time local por 2 a 0. No Estádio do Café goleou o Santa Cruz de Recife, numa das melhores atuações do time em todos os tempos. Depois veio uma discutida derrota para o XV de Piracicaba por 2 a 1. O embalo foi reconquistado no empate em 1 a 1 com o Flamengo e na goleada contra o Náutico por 4 a 2. Por fim, o Londrina perdeu em Porto Alegre uma nova classificação ao ser derrotado pelo Grêmio por 1 a 0. Entre 94 equipes, o LEC ficou com a 19ª colocação.

1980 VICE CAMPEÃO EM 80 Torcedores do Londrina - 1980.
Alusão a image: Raising the Flag
de Joe Rosenthal. Foto de José Eugênio,
Revista Placar.
No campeonato paranaense que contou com dois campeões, o Londrina conquistou a segunda posição. Por determinação da FPF, Cascavel e Colorado, que terminaram empatados no certame, foram proclamados campeões. Participando do quadrangular final, o Londrina foi vice. O Pinheiros foi terceiro.

A TAÇA DE PRATA É NOSSA Em 06 de outubro de 1979, Franchello perdeu a eleição e Durval Dias Ribeiro tomou posse da presidência do LEC. Na época, o técnico era o ex-jogador do Santos, Jair Bala, e com o seu comando o Londrina foi o primeiro campeão brasileiro da Segunda Divisão, em 1980.
Na conquista da Taça de Prata, o Tubarão disputou onze jogos na primeira fase, passando pelos adversários Atlético-PR, Criciúma, Brasil de Pelotas, Juventude, Juventus, Chapecoense, Grêmio Maringá, Sampaio Correia, Anapolina e Bonsucesso. Na semifinal, o time alviceleste venceu as duas partidas disputadas contra o Botafogo-SP, conquistando o placar de 2 a 1, em Ribeirão, e 1 a 0, no Café.
A grande decisão foi contra o CSA (Centro Esportivo Alagoano). Houve empate no primeiro jogo, em Maceió, no dia 11 de maio. Paulinho marcou para o Londrina e Dentinho para o CSA. O jogo final foi realizado no Café, 18 de maio, com atuação brilhante do time da casa, que goleou por 4 a 0.
Ramirez, Zé Roberto, Zequinha,
Jorge, Zé Antonio, Gilberto, Nivaldo,
Claudinho, Tata, Everton e André
Paulinho marcou duas vezes, Lívio e Zé Roberto fizeram os outros dois gols. Ao total, 36.489 pessoas compareceram ao jogo, o que garantiu a renda recorde de Cr$ 2.400.280,00.
Além do técnico Jair Bala, integravam a comissão técnica o preparador físico Dartagnan Pinto Guedes, o preparador de goleiros Zeferino Paquini, o médico Jair Furlan, o massagista José Carlos Venturini, o enfermeiro Adair e o roupeiro Bernardo.
O Londrina teve a seguinte formação: Jorge, Toquinho, Gilberto, Fernando e Zé Antonio; Wanderley (André), Everton e Lívio; Zé Dias (Zé Roberto), Paulinho e Nivaldo.

CAMPEÃO PARANAENSE DE 1981 Londrina Esporte Clube -
Campeão Paranaense de 1981
No futebol, o espaço entre o aplauso e a vaia é muito curto. Campeão da Taça de Prata, o técnico Jair Bala caiu. O Londrina acabou contratando outro ex-jogador do Santos, da "era Pelé". Ubiratão Calvo Nunes foi quem levou o time ao título estadual de 62. O preparador físico agora era Bebeto. Na diretoria, poucas alterações. Ézio Ivan Secco, candidato da situação, foi eleito presidente e o departamento de futebol ganhou o reforço de Jacy Scaff.
O duro e sofrido jejum de títulos do campeonato Paranaense, que durou exatos 18 anos, sete meses e oito dias, afinal acabou no dia 29 de novembro de 1981. O Londrina, no estádio do Café tomado por 43.412 pagantes, derrotou o Grêmio Maringá por 2 a 1, e sagrou-se campeão com méritos.
Iniciado o jogo, com renda recorde no Estado de quase 10 milhões de cruzeiros, as gargantas roucas esperavam o momento de gritar a vitória. Não demorou. Logo aos 14 minutos, o ponta direita Zé Dias tocou para o artilheiro Paulinho que, na saída do goleiro, marcou o primeiro gol.
De súbito, porém, os corações alvicelestes gelaram de pavor. Numa escapada, o meia Silvinho decreta o empate. Os jogadores do Londrina se viram dominados pelo rígido esquema de marcação homem a homem que quase imobilizou o ponta esquerda Carlos Henrique, principal arma do LEC.
Jogadore saindo em carro do
Corpo de Bombeiros
No segundo tempo, a indefinição durou até os 21 minutos. Aí, atendendo o pedido em coro da massa, o técnico Urubatão resolveu colocar o atacante Carlos Alberto Garcia, ainda um ídolo da torcida.
Passavam-se dez minutos e Carlos Henrique foi derrubado na esquerda. Ele próprio cobra a falta. A bola vem alta e, no meio de uma marulha de defensores do Maringá, quem mete a cabeça para fazer o gol da vitória e do campeonato? Carlos Alberto Garcia, o "Bem Amado", o "Beijinho".
Quando a partida acabou, milhares de felizes torcedores invadiram o gramado, de onde todos os jogadores fugiram assustados, exceto Paulinho, de quem tiraram camisa, chuteiras, meias, ataduras e calção, quase o obrigando a sair do campo pelado.

JACY SCAFF FEZ O LONDRINA GRANDE Muita gente deixou seu nome marcado na história do clube. Foram dirigentes como o grande e eterno presidente Carlos Antonio Franchello, jogadores como Gauchinho, Garcia e tantos outros. Mas um nome em especial esteve presente no grande momento do Tubarão, no final da década de 70 e início dos anos 80.
Jacy Scaff ingressou no futebol, após a união do Londrina com o Paraná, atendendo o convite de David dos Santos Filho. De 70 a 72 foi diretor de futebol, voltando à função em 74. No ano seguinte foi vice-presidente de Fernando Agudo Romão, assumindo a presidência no final do ano. Foi presidente no biênio 76/77, com o mérito de ter colocado o Londrina no Campeonato Nacional. Implantou uma nova mentalidade no clube com a contratação de grandes jogadores, a ampliação da sede campestre e a expansão social.
Voltou a ser diretor de futebol em 80/81 e retornou para a presidência na gestão de 82/83. Seu sonho sempre foi transformar o clube alviceleste no maior clube do Paraná. Jacy morreu em 86, deixando uma grande lacuna no meio esportivo paranaense.

REESTRUTURAÇÃO Outro nome importante na história do Londrina na década de 80 é o do professor Cleber Tóffoli, presidente do Londrina por duas vezes, de 85 a 89. O primeiro mandato, ele cumpriu de forma interina, no segundo ano da administração de Murilo Zamboni. Na segunda vez assumindo a presidência, Cleber cumpriu apenas três anos, saindo para concorrer a um cargo político.
Seu melhor trabalho foi o de reestruturar a parte administrativa do clube, promovendo um controle do quadro de associados, o que até então não existia.
No futebol, deu força total ao jogador Júnior, que foi campeão estadual e base do time profissional nos anos seguintes. Também foi o responsável por passar o departamento amador para a administração de empresários, com direito a 50% nas vendas dos passes. Tóffoli trabalhou 10 anos pelo Londrina. Além de presidente, foi presidente e secretário do Conselho Deliberativo e vice-presidente do Departamento Amador.

OS ARTILHEIROS O Londrina registrou em cinco oportunidade o artilheiro do Campeonato Paranaense. Quatro delas na década de 80.

- 1980, Everton com 20 gols
- 1981, Paulinho e Carlos Henrique com 13 gols
- 1986, Cláudio José com 15 gols
- 1987, Adalberto com 13 gols

1990 VGD, A CASA DO LONDRINA A luta do Londrina para ficar com o estádio durou 30 anos. Começou em 60, quando os vereadores vetaram o projeto de doação em comodato e houve até "enterro simbólico" dos edis, organizado por dirigentes e torcedores.
Com a construção do Café, em 76, o VGD passou para segundo plano e o Londrina fortaleceu o movimento para ganhar o estádio. No dia 06 de setembro de 1990, o Prefeito Antonio Belinati sancionou a lei 4.312 e o estádio passou oficialmente para o Londrina. Sua diretoria, comandada por Dorival Pagani, promoveu reformas e o VGD ganhou um novo visual.

MENINOS DE OURO Com um cuidado especial na formação de talentos no início da década de 90, o Londrina marcou na revelação de jogadores e na conquista de títulos importantes.

Júnior:
• 1990 - Vice-campeão da Copa Cidade de Londrina
• 1991 - Campeão da chave Norte, no Estadual
• 1992 - Campeão da Copa Cidade de Londrina e Vice-campeão Estadual
• 1993 - Campeão da Copa Cidade de Londrina e Campeão Estadual
• 1994 - 4º lugar na Taça São Paulo e Campeão da Cidade de Londrina

Juvenil:
• 1990 - Campeão da Copa Mandaguari
• 1991 - Campeão da Copa Mandaguari
• 1992 - Campeão da Copa Mandaguari e Campeão da Liga de Londrina
• 1993 - Campeão da Liga de Londrina, Vice-campeão da Taça Monte Alegre e Campeão da Taça Santiago
• 1994 - Campeão da Liga de Londrina e Campeão da Taça Monte Alegre
• 1995 - Campeão da Taça Monte Alegre, Campeão da Copa Cidade de Uberaba e da Liga de Londrina

Infantil:
• 1992 - Campeão do Torneio de Guaíra e Campeão da Taça Independência
• 1993 - Campeão da Liga de Londrina
• 1994 - Vice-campeão da Liga de Londrina
• 1995 - Vice-campeão da Liga de Londrina

Mirim:
• 1992 - Campeão da Copa Ametur, Campeão de Londrina e Campeão Regional
• 1993 - Campeão do Torneio Primavera, Campeão do Torneio de Guaíra e Campeão de Londrina
• 1994 - Campeão de Londrina

CAMPEÃO PARANAENSE DE 1992 André Dias, Alexandre, Souza, Roberto,
Amarildo e Marcio.
Aléssio, Marquinhos, Cláudio José,
Tadeu e Celso Reis.
A vitória por 1 a 0 na terceira partida com o União Bandeirante, garantiu o terceiro e mais difícil título paranaense da história do Londrina. A conquista de 1992, que se juntou às de 1962 e 1981, tornou o Tubarão o clube do interior que mais se aproxima dos clubes da capital.
A volta do Tubarão como time forte não é obra do acaso, mas sim de um mutirão pela vitória que envolveu a prefeitura da cidade e alguns empresários. O time recebeu um empurrão extra na fase final, que ultrapassou a casa dos 400 milhões de cruzeiros, e os resultados não tardaram a aparecer. O LEC devorou o Atlético-PR, com uma vitória por 3 a 2, uma derrota por 2 a 0 e um novo triunfo nos pênaltis por 4 a 3. O União Bandeirante era o último obstáculo na direção do título e trazia um tabu: o Londrina não vencia o rival há quase 7 anos.
Foram necessárias três partidas para a conquista, todas em Londrina, pois o estádio do União não atendia à exigência mínima de 15 mil lugares. Mas valeu a pena, com dois empates, por 0 a 0 e 2 a 2, e uma sofrida vitória de 1 a 0, o Tubarão fez de Londrina a capital do futebol do Paraná.
A campanha do Tubarão no Paranaense de 1992 contou com 30 jogos, 11 vitórias, 15 empates, quatro derrotas, 38 gols a favor e 24 contra. Tadeu e Cláudio José, com nove gols, foram os artilheiros do time.

TORCIDA FALANGE AZUL A Torcida Falange Azul foi fundada em 05 de Fevereiro de 1992, pelos amigos Marcelo Aparecido Fuentes, Ronaldo Cezar, Rogério Batista e Ivoncley Sepe. Em 1997, o Londrina contava com apoio de três torcidas organizadas: a Sangue Azul, a Mancha Azul e a Falange Azul. Porém, como o Londrina não ia bem, as torcidas perderam seus adeptos e foi proposta a fusão entre elas.
O acordo não foi aceito pelos integrantes da Sangue Azul, mas resultou na união das outras duas torcidas. Ficou mantido o nome Falange Azul e diversas mudanças ocorreram em relação à torcida organizada, que continuou crescendo e apoiando o Londrina em todos os jogos, inclusive nos fora de casa. Com o desaparecimento natural da Sangue Azul, a Falange passou a ser a única torcida organizada do Londrina.

VICE-CAMPEÃO PARANAENSE EM 93 E 94 O Londrina por muito pouco não levantou o caneco do Campeonato Paranaense em duas outras oportunidades. Em 93, o time chegou ao quadrangular final tendo como adversários o Atlético, Paraná e Matsubara. Foram duas vitórias, dois empates e duas derrotas, deixando o LEC com o vice-campeonato. No ano seguinte, o Londrina enfrentou no quadrangular final o "trio de ferro”, alcançando os mesmos resultados do campeonato anterior.

COPA DO BRASIL Com o título Paranaense de 1992, o LEC ganhou uma vaga para disputar a Copa do Brasil de 1993. A estreia do Tubarão na competição não decepcionou, ao todo foram seis jogos bem disputados.
Primeiro enfrentou o Operário de Campo Grande, com resultado favorável nos dois jogos, por 3 a 1 em Campo Grande e 2 a 0 em Londrina. Depois veio o Internacional de Porto Alegre, no empate em 1 a 1 no Estádio do Café. No segundo jogo, no Beira Rio, o Londrina surpreendeu todo mundo ganhando de 1 a 0, com gol de Alécio.
Na terceira fase, o time alviceleste enfrentou o Flamengo. O primeiro jogo foi no Maracanã e faltou um pouco mais de coragem ao Londrina, que perdeu por 1 a 0. No Estádio do Café, quase deu. O Londrina empatou, mas merecia ter vencido. Djalminha de falta marcou para o Flamengo e Alexandre, também de falta, empatou para o Londrina.
Como vice-campeão paranaense em 93 e 94, o Londrina sonhou com uma vaga na Copa do Brasil, mas não participou. Uma briga do presidente Onaireves Moura, da Federação Paranaense, com a CBF, tirou do Tubarão o direito de participação adquirido no campo.

NOVA ILUMINAÇÃO NO VGD Em dezembro de 95 foi inaugurado os novos refletores do estádio Vitorino, substituindo o antigo sistema de iluminação quebrado devido à falta de manutenção.
Quando negociou os jogadores Alemão, Serginho Brasilia e Silvinho com o XV de Piracicaba, a direção do Londrina fez um acerto com a TAM, patrocinadora da equipe paulista, e conseguiu o novo sistema de iluminação.

ELEIÇÃO AGITADA Nuno Leal, ator e treinador A eleição realizada no final de 95 foi a mais movimentada da história do clube e também a recordista em número de votos, com 918 votantes. Mesmo com o clube passando por um péssimo momento financeiro, a eleição foi tão concorrida que teve juiz de direito na presidência do pleito e horário gratuito no rádio.
O Dr. Dimas Ortêncio de Melo, um dos juízes da Comarca, foi quem comandou a eleição. O horário das propagandas das chapas foi diário, concedido pela Rádio Paiquerê, para que os candidatos Marcelo Ângelo Caldarelli e Carlos Alberto Garcia pudessem falar de suas plataformas.
A eleição aconteceu no dia 10 de dezembro, data do aniversário da cidade, na sede da Av. Jorge Casoni. Marcelo Caldarelli, chapa "União Total", foi oposição ferrenha e queria a presidência a todo custo. Na eleição anterior ele havia sido eleito vice-presidente e fez um pacto com Iran Campos para assumir no segundo ano de gestão, o que não foi cumprido pelo presidente.
Carlos Alberto Garcia, um dos maiores ídolos da torcida londrinense, foi uma espécie de situação disfarçada. Sua chapa contou com o apoio de alguns empresários, mas sua campanha não foi tão forte como a do adversário.
No final, Marcelo Caldarelli tornou-se presidente com 517 votos, contra 383 de Garcia. A votação teve ainda 16 votos em branco e dois nulos. Antes mesmo de ser eleito, Caldarelli anunciou o ator Nuno Leal Maia como treinador e prometeu contratações de grandes jogadores famosos como o colombiano Higita e o atacante Casagrande.

A CRISE VEIO Caldarelli não conseguiu terminar sua gestão. As muitas promessas de campanha não foram cumpridas e o clube passou por um dos mais difíceis períodos de sua história. Sem dinheiro para investimentos e apertado por muitas ações trabalhistas, o Londrina viveu crises que abalaram o time dentro de campo.
Na tentativa de chamar a atenção da imprensa, o presidente resolveu aderir um comportamento extravagante. Prometeu pagar prêmios por vitórias com bois de uma fazenda que nem era sua. Em um jogo disputado em Jandaia do Sul, ele se envolveu em brigas com a torcida e até disparou alguns tiros.
Polêmico e centralizador, Caldarelli teve poucos companheiros na diretoria e acabou renunciando em plena disputa do Campeonato Paranaense, depois de um acordo com o prefeito Antonio Belinati. Ao sair, ficou com o passe da maioria dos jogadores que eram do clube, como forma de recuperar o dinheiro aplicado no LEC.
Terminado o campeonato Paranaense de 96, o Londrina esperava o Brasileiro da série B, mas, em razão dos muitos problemas financeiros, Caldarelli anunciou que o time não teria condições de participar mesmo que isso custasse ao clube o rebaixamento.
Foi quando a cidade se mobilizou e surgiu a Sociedade dos Amigos do Londrina Esporte Clube (SAL), para marcar uma nova etapa na vida do clube. Criada em 15 de julho de 96, como associação civil sem fins lucrativos, a SAL assumiu o futebol profissional e, mesmo sem tempo necessário, conseguiu montar o time para disputar o campeonato nacional.
Formada por empresários de destaque da cidade, a associação teve como 1ª diretoria: presidente - Abílio Medeiros Júnior; vice - Raul Fulgêncio; 1º secretário - Cléber Toffoli; 2º secretário - Rodrigo Rodrigues Alves; 1º tesoureiro - Marcos Alexandre Domingues; 2º tesoureiro - Fernando Agudo Romão; conselho fiscal - João Milanez, Fábio Scaff e Célio Guergoleto; suplentes - Marco Antonio Ramondini, Aristides dos Santos e Dorival Pagani.
Depois de alguns tropeços no começo, o time se firmou e cumpriu uma boa campanha no Campeonato Brasileiro. Chegou ao quadrangular final e por pouco não subiu para o grupo de elite do futebol brasileiro.
Entretanto, no começo de 97, antes do Campeonato Paranaense, não houve acordo entre a SAL e a presidência do Londrina, e o futebol profissional voltou para o comando de Marcelo Caldarelli.

PARANAENSE DE 1997 Com pouco investimento, o Londrina de Caldarelli entrou no campeonato sem pretensões de brigar pelos primeiros postos. O que a torcida não esperava, entretanto, é que o time fosse ameaçado de rebaixamento. Depois de oito jogos e o forte risco de rebaixamento, a SAL voltou ao comando do clube, por indicação de Antonio Belinati. Caldarelli renunciou depois de um acordo com Belinati e com a AMETUR.
As mudanças foram profundas. Um novo time foi contratado, mas mesmo assim o LEC não conseguiu ficar entre os oito primeiros para disputar o título. Foi para o Torneio Extra, intitulado de Torneio da Morte, para disputar as quatro vagas de permanência na primeira divisão de 98. O Tubarão terminou o torneio em primeiro e se garantiu no grupo de elite. O técnico da reação foi Varley de Carvalho, o mesmo que deu ao Londrina o título paranaense em 92.

MAL NO PARANAENSE, BEM NO BRASILEIRO A pífia campanha no estadual de 98 resultou no rebaixamento da equipe para a segunda divisão do estado. Felizmente, no ano seguinte, o Londrina conquistou o título da segunda divisão e conseguiu voltar a elite do estadual. O jogo da final, no Estádio do Café, foi contra a Portuguesa Londrinense e o time alviceleste venceu por 2 a 0.
Ainda em 98, o Tubarão fez uma bela campanha pela série B do brasileiro, chegou ao quadrangular final e ficou a apenas uma vitória da elite do nacional. Na última rodada, a classificação do quadrangular tinha o Gama-DF com sete pontos, Botafogo-SP e Desportiva-ES com seis pontos e o Londrina com cinco pontos.
O LEC enfrentou o Gama no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, precisando de uma vitória para ficar entre os grandes clubes do Brasil. Uma caravana londrinense se dirigiu até a capital do país. Entretanto, com uma atuação muito longe da que a equipe vinha apresentando, até hoje questionada por toda torcida azul-celeste, o LEC foi derrotado por 3 a 0 e o sonho da série A acabou.

1999 VOLTA A ELITE ESTADUAL Com o rebaixamento no ano anterior, o Londrina voltou com tudo para a elite do Campeonato Paranaense. O Tubarão foi campeão da Divisão de Acesso. No caminho da volta, o LEC terminou na segunda colocação do Grupo A, alcançando 19 pontos em dez partidas.
Na segunda fase, o Alviceleste derrotou o Paranavaí com duas vitórias. Na semifinal, após vencer em Londrina (PR) por 3 a 1, o Prudentópolis, o Tubarão empatou nas duas partidas seguintes, conquistando a vaga na final e consequentemente o acesso. Em um final londrinense, o LEC derrotou a Portuguesa Londrinense nas duas partidas por 2 a 0.

2000 ANOS 2000 O início dos anos 2000, o Londrina fez campanhas regulares nos campeonatos que disputou, com destaque para as campanhas de 2002 e 2003 no Campeonato Paranaense, onde alcançou a 3ª posição. Na Série B, o Tubarão ficou no meio da tabela, com a melhor colocação no 10º lugar em 2003.
Na Copa do Brasil de 2002, o LEC eliminou o Goiás na 1ª fase da competição, tendo empatado por 4 a 4, no Estádio do Café e buscou a classificação em Goiânia (GO), ao vencer por 2 a 1. Na fase seguinte, o Alviceleste bateu o Cruzeiro no Estádio do Café, por 1 a 0, com mais de 20 mil pessoas, mas foi eliminado na volta, fazendo uma grande partida no Estádio do Mineirão, perdendo por 2 a 0.

2004 2004 O ano de 2004 foi para os torcedores do Londrina esquecerem, no Campeonato Paranaense, o Tubarão chegou às semifinais e foi derrotado pelo Athletico Paranaense, na soma das duas partidas.
Na Copa do Brasil, o Alviceleste eliminou o América (RJ), na primeira fase com duas vitórias por 1 a 0. Na 2ª fase, defrontou o Grêmio e acabou eliminado ao perder por 2 a 0, no Estádio do Café.
Na Série B, o Londrina fez uma péssima campanha, terminando a competição na 24ª colocação com 17 pontos conquistados em 23 jogos, somando apenas quatro vitória, sendo rebaixado à Série C do ano seguinte.

TENTATIVA DE VOLTA À “B” E A REALIDADE DE FICAR SEM DIVISÃO Com todos os problemas enfrentados em 2004, o ano de 2005 era para ser de reconstrução com o principal objetivo de volta à Série B. No Estadual, novamente o Tubarão chegou às semifinais, terminando a competição na 4ª posição.
Na Copa do Brasil, o Londrina sucumbiu ao Esportivo (RS), sendo derrotado por 4 a 1, na Serra Gaúcha e vencendo por 2 a 0, na volta, porém, não conseguindo a classificação à próxima fase.
Na Série C, o Londrina terminou na 1ª colocação do Grupo 11, com 11 pontos ganhos em seis partidas. Na 2ª fase, eliminou o Paranoá (DF), nas penalidades, após perder a partida de ida no Distrito Federal e vencer o jogo no Estádio Vitorino Gonçalves Dias.
Na 3ª fase, a dura realidade de ficar sem divisão para o ano seguinte, ao ser derrotado pelo Ceilândia (DF) por 3 a 0, em Brasília e perder novamente no Estádio do Café, por 1 a 0.

A SITUAÇÃO FICAVA CADA VEZ MAIS DIFÍCIL Nos anos seguintes, o Londrina cada vez se distanciou dos clubes em destaque do futebol estadual, terminando o Campeonato Paranaense de 2006 na 7ª colocação e em 2007, na 10ª posição.
Em 2008, o Londrina amargou a 12ª colocação, correndo riscos de ser rebaixado no Campeonato Paranaense. O Tubarão não conseguia sua vaga para a Série C e consequentemente, não disputava as divisões nacionais.

COPA PARANÁ A Copa Paraná era a opção dos clubes sem calendário nacional de continuar na ativa até o final da temporada. Em 2007, o Londrina entrou na competição e ganhou o 1º turno, garantindo vaga na final do campeonato. No 2º turno, acabou na 3ª posição e então foi disputar a final da Copa Paraná contra o JMalucelli.
Na partida de ida, no Estádio VGD, o Tubarão empatou em 2 a 2 e a decisão foi para Curitiba. Na capital do Estado, o Tubarão foi derrotado por 2 a 1 e ficou com o vice-campeonato.
Em 2008, o Londrina decidiu jogar a competição novamente. Como na edição anterior, o LEC sagrou-se campeão do 1º turno e garantiu vaga na final da competição. No returno, a equipe não conseguiu repetir o desempenho e terminou na 4ª posição, mas novamente tinha sua vaga na final.
A final foi contra o Cianorte, na partida de ida, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, empate em 1 a 1 e outra vez, a decisão longe da sua torcida. Na volta, em Cianorte (PR), novo empate, dessa vez por 0 a 0 e decisão por pênaltis. Na marca da cal, o Tubarão levou a melhor e foi campeão da Copa Paraná de 2008.
Com o título, o Alviceleste garantiu vaga na 1ª edição do Campeonato Brasileiro da Série D de 2009 e na Copa do Brasil de 2010.

CAMPANHA PARA SE ESQUECER EM 2009 O que se temia dos anos anteriores, se concretizou em 2009, apesar de começar empolgando o torcedor no Estadual de 2009, o Londrina foi perdendo a força e chegou na última rodada, não dependendo só de si para se livrar do rebaixamento. O Tubarão venceu o Coritiba no VGD lotado, porém, não foi o suficiente para escapar do rebaixamento.
Apesar de todas as dificuldades fora de campo, o LEC disputou a Série D no mesmo ano. Avançou na 2ª colocação de seu grupo, tirou o São José (RS), na segunda fase, fazendo até rifa de televisão para poder viajar para Porto Alegre, mas acabou parando na Chapecoense, na 3ª fase da competição. Na partida que teve mais de 12 mil pessoas no Estádio do Café.
Ainda no final de 2009, por conta dos vários problemas e dívidas trabalhistas, o Londrina sofreu uma intervenção total da Justiça do Trabalho.

A BEIRA DO FUNDO DO POÇO Ainda em 2009, sob intervenção, o Londrina passou a ser administrado pelo Grupo Universe, que tinha contrato de três anos. Dentro de campo, a equipe não correspondia. Na Copa do Brasil de 2010, o Alviceleste foi superado pelo Uberaba nos dois jogos, tendo que mandar a partida em casa da competição em Paranavaí (PR).
Na Divisão de Acesso, o LEC escapou de ser rebaixado para a Terceira divisão Estadual por um ponto. Fora de campo, o que havia sido prometido, não foi cumprido e o Grupo Universe teve seu contrato encerrado no final de 2010.

PARCERIA COM A SM SPORTS E A VOLTA DA ESPERANÇA NO CLUBE Com todos os problemas enfrentados em 2004, o ano de 2005 era para ser de reconstrução com o principal objetivo de volta à Série B. No Estadual, novamente o Tubarão chegou às semifinais, terminando a competição na 4ª posição.
Em novembro de 2010, após o encerramento do contrato do Grupo Universe, o Londrina fechou uma parceria com a SM Sports, do empresário Sérgio Malucelli, por 10 anos. Nesse período, foi prometido que o LEC voltaria até o final do contrato para a Série B do Campeonato Brasileiro.
Em 2011, na Divisão de Acesso, o início do trabalho começou a ter frutos. Comandado pelo técnico Cláudio Tencati, o Tubarão foi campeão do 1º turno da competição e terminou em 2º no returno. Classificado as semifinais, venceu o Nacional de Rolândia, fora de casa e garantiu a tão sonhada volta à elite Estadual. Ainda conquistou o título da competição, ao vencer o Toledo em dois jogos, colocando mais de sete mil pessoas na final no Estádio do Café.
No ano seguinte, o Tubarão fez uma campanha razoável, ficando a poucos pontos de conquistar uma vaga na Série D, através do Campeonato Paranaense, encerrando a competição na 5ª posição.

CAMPANHA MEMORÁVEL E CAFÉ NOVAMENTE CHEIO Com a base do ano anterior mantido e boas contratações, o Londrina surpreendeu a todos no Campeonato Paranaense, batendo de frente com os clubes da capital do Estado. Liderados por Danilo, Dirceu, Germano, Celsinho e Neílson, o LEC voltou a deixar o Estádio do Café lotado, azul e branco, vibrando com a equipe.
Apesar de não ter vencido nenhum turno, o Alviceleste terminou o Paranaense com a maior pontuação e consequentemente, a melhor campanha do Estadual daquela edição. Na final do Interior, mais de 17 mil pessoas compareceram ao Café para ver a vitória do Tubarão sobre o Operário e o título do Interior conquistado, além das vagas na Série D de 2013 e Copa do Brasil de 2014.
Na Série D, o Londrina perdeu algumas peças importantíssimas da campanha no Estadual, mesmo assim, garantiu a classificação à 2ª fase da competição, mas parou no Juvnetude, em uma derrota dolorida para os torcedores. O LEC venceu o jogo no norte paranaense por 1 a 0. Em Caxias do Sul (RS), derrota por 3 a 1, com dois gols nos últimos minutos de partida e sonho de voltar a Série C, adiada para a próxima temporada.

PARANÁ VOLTOU A SER AZUL E BRANCO E ACESSO PARA A SÉRIE C Em 2014, o Londrina fez uma campanha regular na 1ª fase do Campeonato Paranaense, se classificando na última rodada para as quartas de final, ao derrotar o Coritiba, no Estádio do Café, por 2 a 0. Nas quartas de final, vitória sobre o JMalucelli nos dois jogos, 2 a 1 em Curitiba e 2 a 0, em Londrina.
Nas semifinais, virada histórica sobre o Athletico Paranaense no Estádio do Café, após perder por 3 a 1, na capital, o Tubarão saiu atrás do placar no Café e virou a partida para 4 a 1, garantindo sua vaga na decisão.
Na final contra o Maringá FC, empate em Londrina pelo placar de 2 a 2, Joel e Celsinho marcaram os gols do Alviceleste e na partida de volta, na Cidade Canção, novo empate, agora por 1 a 1, o gol do LEC foi de Maicon Silva. Nos pênaltis, o goleiro Vitor defendeu uma cobrança e viu o atacante o Maringá FC desperdiçar a sua cobrança, dando o quarto título estadual para o Tubarão.
Na Copa do Brasil, o Londrina passou pelo Criciúma na 1ª fase, onde venceu em Londrina por 2 a 0 e foi derrotado em Santa Catarina, por 2 a 1. Após dois empates, eliminou o Grêmio Barueri, sendo que a partida terminou 0 a 0 no Paraná e 3 a 3 na grande São Paulo. Pela 3ª fase, o Tubarão encarou o Santos, vencendo no Café por 2 a 1, mas acabou eliminado ao ser derrotado por 2 a 0, na Vila Belmiro.
Na Série D, o Londrina fez a melhor campanha da fase de grupos, tirou o Santos (AP) na 2ª fase, vencendo por 1 a 0 e 5 a 0. O jogo do acesso foi contra a Anapolina (GO), vitória por 2 a 0 em solo goiano e empate sem gols em Londrina, fazendo o torcedor londrinense comemorar a volta para a Terceira Divisão Nacional. O LEC acabou eliminado na fase de semifinal da competição.

PRIMEIRO OBJETIVO ALCANÇADO, DE VOLTA A SÉRIE B Animado com o acesso no ano anterior e com o título Estadual, o Londrina entrou em 2015 para defender seu título no Paraná. Na competição do Estado, parou nas semifinais ao perder para o Coritiba. Na Copa do Brasil, defrontou o Santos na primeira fase e sofreu duas derrotas, sendo eliminado da competição nacional.
Na Série C, o Tubarão sempre esteve dentro do G-4 do Grupo B, porém, não empolgava o torcedor. No returno da competição, engrenou uma boa sequência de resultados que o fizeram terminar a 1ª fase como o líder. Na fase crucial, enfrentou o Confiança (SE). Empate por 0 a 0 em Aracajú (SE) e decisão da vaga no Café lotado.
Vitória do Tubarão por 1 a 0, gol do zagueiro Luizão e acesso garantido à Série B, o objetivo traçado pela gestão da SM Sports, havia sido concretizada. Nas semifinais, o LEC avançou nos pênaltis sobre o Tupi (MG), após dois empates por 0 a 0. Na final, vitória sobre o Vila Nova (GO), na ida por 1 a 0, mas acabou derrotado em Goiânia (GO), por 4 a 1, sendo vice-campeão.

NOVO TÍTULO NACIONAL O Londrina entrou na Copa da Primeira Liga, uma competição independente da organização da CBF, como um mero convidado, mas que buscaria uma posição entre as grandes equipes que participavam da competição.
Com uma primeira fase perfeita e 100% de aproveitamento, onde derrotou Avaí e Figueirense, em Florianópolis e o Paraná Clube, em Londrina, o Tubarão avançou em 1º do grupo.
Nas quartas de final, com a vantagem de jogar diante do torcedor, o Alviceleste bateu o Fluminense por 2 a 0, com dois gols de Carlos Henrique. Na semi, empate no tempo normal por 2 a 2, tendo ficado atrás do marcador por 2 a 0 e buscando o empate no último lance, quando Germano cobrou a penalidade e levou a decisão para os pênaltis. Nas penalidades, o goleiro César brilou e defendeu três cobranças do Cruzeiro e garantiu a vaga na final para o LEC.
Na grande decisão, contra outro clube de Minas Gerais, empate por 0 a 0 no tempo normal com mais de 17 mil pessoas no Estádio do Café. Na marca da cal, Cesar defendeu duas cobranças do Atlético Mineiro e sagrou-se campeão da Copa da Primeira Liga.

BOAS SÉRIES B E BATENDO NA TRAVE TRÊS VEZES Desde que voltou para a Série B, o Londrina fez boas campanhas, mas acabou batendo na trave em três oportunidades de voltar à elite do futebol nacional. Em 2016, o 6º lugar no Estadual e a 6ª posição na Segunda Divisão, ficando a três pontos do 4º.
Em 2017, outra boa campanha, encerrando na 3ª posição no Campeonato Paranaense e na 5ª colocação do Brasileirão da Série B, só a dois pontos do último time que garantiu o acesso.
No ano de 2018, a campanha do Estadual não foi das melhores, terminando em 7º e em uma campanha de recuperação na Série B, terminou em 8º, ficando atrás do 4º colocado por cinco pontos.

DESCENSO E RECUPERAÇÃO NO ANO SEGUINTE Em 2019, o Tubarão entrou no Campeonato Paranaense com uma equipe mais jovem, porém, com muitos jogadores oriundos das categorias de base mesclado com a experiência de certos atletas. Na 1ª fase, terminou em 4º do seu grupo, não classificando para a fase final.
Na 2ª fase, uma recuperação, onde o LEC se classificou as semifinais, mas acabou sendo eliminado para o Coritiba em jogo único, ficando na classificação geral, na 4ª posição.
Na Copa do Brasil, o Alviceleste fez a melhor campanha da sua história, tendo em conta as mudanças que a competição sofreu ao longo dos anos (Em 1993, chegou às quartas de final, mas avançou apenas três fases). Em partida única, na 1ª fase, venceu o Americano-RJ, em Saquarema. Na segunda fase, após um gol de falta de Luquinha (cria da base) no último lance, eliminou o Paraná Clube nas penalidades.
Na 3ª fase, encarou o Botafogo-PB, vencendo a partida em João Pessoa-PB, por 2 a 0 e empatando no Estádio do Café, em 3 a 3. Na 4ª fase, o Londrina enfrentou o Bahia, sendo superado fora de casa por 4 a 0 e vencendo no Estádio do Café, por 2 a 1.
No Campeonato Brasileiro da Série B, o Londrina iniciou muito bem, chegando a liderar a competição e ficando boa parte do 1º turno dentro do G-4. Porém, com a saída de alguns atletas, o desempenho caiu e o Tubarão acabou sendo rebaixado para a Série C de 2020.
Desafiador, foi assim que o ano de 2020 se apresentou ao Londrina. Já na Copa do Brasil, o LEC foi superado pelo XV de Piracicaba, na 1ª fase. O Campeonato Paranaense chegou até a 11ª rodada, com o Tubarão se classificando na 6ª colocação, porém, ao final da 1ª fase, o mundo sofreu com uma pandemia, o que paralisou todas as competições de futebol no mundo e a vida de muitas pessoas.
As competições só retornaram em julho, quando o Londrina acabou sendo eliminado pelo Athletico Paranaense, encerrando a competição na 7ª posição. Sem público nos estádios, o Londrina entrou no Campeonato Brasileiro da Série C em busca do acesso.
Com uma primeira fase de altos e baixos, o Tubarão se classificou na 3ª posição do seu grupo, avançando para a fase final. Com muita luta, disposição e um pitado de sorte, na última partida, o LEC venceu o Remo, em Belém-PA, praticamente no último lance e contou com a derrota do Paysandu contra o Ypiranga-RS, para garantir o acesso para a Série B.

O PENTA ESTADUAL Com a temporada de 2020 se encerrando em 2021 por conta da pandemia, o Londrina não teve muito tempo de preparação para o Estadual de 2021 e por conta de várias paralisações e jogos adiados devido à pandemia da Covid-19, o Campeonato Paranaense se estendeu por muitos meses além do programado.
Nas seis primeiras rodadas, o Tubarão acumulou seis empates, deixando o time correndo até certo risco de rebaixamento no Estadual. Na 7ª rodada, uma derrota para o Operário Ferroviário e a crise agravada no time.
A primeira vitória aconteceu apenas na 8ª rodada, contra o Cascavel CR. Daí em diante, foram duas vitórias contra Coritiba, no Café e Athletico Paranaense, na Arena da Baixada, a primeira vitória Alviceleste nos domínios do Furacão e um empate com o FC Cascavel, fechando a primeira fase na 5ª posição.
Nas quartas, empate em casa contra o Cianorte e grande vitória no Albino Turbay, por 3 a 0. Nas semifinais, vitória no Estádio do Café contra o Operário Ferroviário, por 1 a 0 e empate por 1 a 1, em Ponta Grossa, levando o LEC à final após sete anos.
Na decisão, o Tubarão enfrentou o FC Cascavel, na primeira partida no Estádio do Café, o Londrina sofreu o gol de empate no último lance, terminando o jogo em 1 a 1. Na volta em Cascavel, com a torcida adversária contra e um grande adversário, o LEC se superou, sofreu um gol no último lance do primeiro tempo, mas foi buscar o empate com Victor Daniel (cria da base) e levou a decisão para as penalidades.
Nos pênaltis, Celsinho, Danilo, Jean Henrique e Felipe Vieira converteram as duas cobranças, o goleiro Dalton defendeu uma penalidade. Porém, Salatiel parou no goleiro adversário na última cobrança. Nas penalidades alternadas, o goleiro Dalton converteu a sua penalidade e viu o pênalti seguinte parar na sua trave direita. Coube a Augusto, escrever o seu nome da história, deslocando o goleiro e dando a quinta conquista Estadual ao Londrina Esporte Clube.
Em meio aos jogos no Campeonato Paranaense que se estenderam por nove meses, o Tubarão sofreu muito no Campeonato Brasileiro da Série B. Passou das 38 rodadas da competição, 31 na zona de rebaixamento, enfrentando grandes clubes como Cruzeiro, Vasco, Botafogo, Guarani e Coritiba.
Na última rodada, uma grande vitória sobre o Vasco da Gama no Estádio do Café, por 3 a 0 e somado ao não triunfo do Remo contra o Confiança, o Londrina conseguiu a sua permanência na Série B para 2022.

Bibliografia Jornal o Panorama - Edição Especial, 25/08/1976
Jornal Paraná Norte - Edição Especial, 28/07/1986
Livro, Londrina Esporte Clube - 40 Anos - Do Caçula Gigante ao Tubarão, J. Mateus, 1996
Livro, Londrina Esporte Clube - Contado... Em Fatos e Fotos, Jefferson de Lima Sobrinho, 2005
Revista Placar, Nº 524, de 16/05/1980, Pg 82. Matéria de Isnard Cordeiro
Revista Placar, Nº 603, de 04/12/1981, Pg 10 - 12. Matéria de Isnard Cordeiro
Revista Placar, Edição dos Campeões de 1992, Pg 50.

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